A Ucrânia espera que os Estados Unidos implementem novas sanções contra a Rússia. Também é essencial que o 18º pacote de sanções da União Europeia esteja sincronizado com essas medidas. O objetivo é forçar a Federação Russa a cessar o fogo no mar, em terra e no ar.
Foi o que afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, durante um painel de discussão no Fórum de Dubrovnik, em visita à Croácia, com a participação do Primeiro-Ministro croata e dos chanceleres da Itália, do Brasil e da República do Togo.
O chefe da diplomacia ucraniana declarou que a fórmula para acabar com a guerra se baseia em três elementos: o envolvimento e a liderança dos Estados Unidos, o aumento do custo da agressão russa por meio de sanções e maior isolamento, além do fortalecimento da Ucrânia.
“A segurança da Ucrânia e a segurança transatlântica são indivisíveis. Ontem completaram-se quatro meses desde que a Ucrânia aceitou, sem condições, uma proposta de cessar-fogo total. Agora é o momento de buscar uma solução diplomática para alcançar uma paz duradoura. O povo ucraniano merece a paz”, afirmou o ministro.
Chefe da diplomacia ucraniana destacou que a Ucrânia está tomando medidas para privar ainda mais a Rússia da capacidade de financiar sua máquina de guerra. Segundo ele, uma parte significativa das receitas do orçamento russo vem da venda de petróleo, motivo pelo qual hoje é prioritário impor sanções à Federação Russa e fortalecer a Ucrânia.
Andrii Sybiha ressaltou que os investimentos na indústria de defesa ucraniana são investimentos na segurança coletiva dos parceiros. “Com sua experiência diária de combate e sua indústria de defesa, a Ucrânia já está contribuindo para essa segurança coletiva,” afirmou Sybiha.
O chanceler acrescentou que a Ucrânia está interessada em encerrar a guerra e restabelecer o respeito ao direito internacional, à integridade territorial e à soberania dos Estados. “Cada país, em qualquer parte do mundo, precisa dessa abordagem baseada em princípios,” disse ele.
Andrii Sybiha também especialmente destacou a disposição da Ucrânia desenvolver laços com o continente africanoem, ajudando os países africanos a se tornarem economicamente mais autossuficientes. Prova disso é a abertura de nove novas embaixadas ucranianas na África nos últimos anos.
O ministro expressou ainda profunda gratidão à Croácia pelo apoio inabalável e pela contribuição à resiliência da Ucrânia.