A Ucrânia considera de extrema importância estar representada na Cimeira da NATO em Haia e fazer parte do seu sucesso — tanto através da presença pessoal ao mais alto nível, como através de decisões fortes tomadas durante a Cimeira.
Foi o que afirmou o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, na segunda-feira, 26 de maio, durante uma intervenção online na sessão da primavera da Assembleia Parlamentar da NATO, que decorreu em Dayton, EUA.
O Chefe da diplomacia ucraniana sublinhou que é essencial que os Aliados, em Haia, enviem sinais claros de unidade, força e resiliência — sobretudo perante o intensificado terror aéreo da Rússia, que aumentou desde 24 de maio.
«Nestes últimos três dias, a Rússia lançou um total de 995 mísseis e drones contra a Ucrânia. Quase mil em apenas três dias. Na noite passada, a Rússia realizou um ataque combinado com 364 mísseis e drones — um recorde absoluto de terror. É uma prova clara de que Putin não procura a paz. Ele só quer guerra, morte e destruição», afirmou o Ministro.
Sybiha apelou aos membros da Aliança para que usem todos os instrumentos diplomáticos, políticos, económicos e militares ao seu dispor para desfazer as ilusões da Rússia quanto à possibilidade de vencer esta guerra.
«O aumento da pressão através de sanções contra a Rússia, combinado com apoio militar e financeiro à Ucrânia, será a resposta certa à zombaria russa das iniciativas de paz», observou o Ministro.
Andrii Sybiha reiterou o compromisso da Ucrânia com os esforços de paz e declarou que Kyiv continua a insistir num cessar-fogo completo e incondicional de longa duração.
O Ministro destacou que a Ucrânia está a implementar os padrões e as melhores práticas da NATO, aliando-os às suas próprias inovações. Informou os membros da Aliança sobre os progressos da indústria de defesa ucraniana e o objetivo de reforçar a autossuficiência em defesa da Ucrânia e do resto da Europa.
Por fim, Andrii Sybiha expressou profunda gratidão aos membros da Aliança pelo apoio abrangente desde o início da invasão russa em larga escala, e agradeceu pessoalmente ao Secretário-Geral Mark Rutte pelos seus esforços em apoio à Ucrânia.