Na sexta-feira, 13 de fevereiro, os Ministros dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia e da Alemanha, Andrii Sybiha e Johann Wadephul, inauguraram a Casa da Ucrânia à margem da 62.ª Conferência de Segurança de Munique.
Este ano, no âmbito da conferência, estarão em funcionamento três casas nacionais: a ucraniana, a alemã e a americana. Andrii Sybiha sublinhou que tal é justo e reflete o papel decisivo da Ucrânia no sistema de segurança coletiva.
«A Ucrânia é uma prioridade na conferência deste ano. Entrámos numa nova era. A externalização da segurança da Europa chegou ao fim. É tempo de construir a nossa própria força interna. E isso só é possível com a Ucrânia como parte integrante da nova arquitetura europeia de segurança», afirmou o ministro.
O chefe da diplomacia ucraniana recordou que a Ucrânia sofre diariamente a destruição de cidades, edifícios, hospitais, escolas e infraestruturas energéticas devido ao terror russo e aos ataques com mísseis.
«A Casa da Ucrânia não foi criada apenas para mostrar o que a Rússia destrói. Foi concebida para demonstrar o que a Ucrânia constrói: proteção, inovação, resiliência — soluções que tornam a Europa mais forte. Aprendemos lições duras. E estamos prontos para partilhá-las», destacou.
Segundo Andrii Sybiha, nos dois dias seguintes a Casa da Ucrânia será uma plataforma para discutir não apenas a Ucrânia, mas o sistema europeu de defesa no seu conjunto — desde a situação no campo de batalha até à segurança energética, desde as cadeias de abastecimento até às inovações na área da defesa.
«Seria justo chamar a este espaço Casa Europeia. Porque a Europa é a nossa casa comum. E todos queremos que ela seja bem protegida, próspera e confortável. Devemos assumir a responsabilidade nas nossas próprias mãos. O tempo em que a Europa dependia de forças externas para a sua defesa terminou. Temos força suficiente. Falta apenas reconhecê-lo — e a Ucrânia é uma fonte essencial dessa verdadeira força europeia», declarou o ministro.
O ministro informou ainda que a Casa da Ucrânia presta homenagem aos heróis ucranianos caídos e reiterou que «a memória não é uma violação».
«Quero que a Casa da Ucrânia se torne um Ponto de Invencibilidade para a Conferência de Segurança de Munique — um centro de pensamento realista, solidariedade e ação decisiva. Um lugar de inspiração onde se possa encontrar verdadeira força interior. Hoje, a Ucrânia é o Ponto de Invencibilidade da Europa — o seu principal núcleo de resiliência», sublinhou.
O ministro expressou agradecimento à direção da Conferência de Segurança de Munique pela oportunidade de concretizar o projeto da Casa da Ucrânia.