O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia congratula-se com a decisão do Reino Unido da Grã-Bretanha e da Irlanda do Norte, de 8 de outubro de 2024, de impor medidas restritivas contra as Forças de Defesa contra Radiações, Químicas e Biológicas da Federação Russa e o respetivo comando pela utilização de armas químicas na Ucrânia.
Esta é mais uma confirmação do facto de que a Federação Russa continua a cometer crimes que envolvem a utilização de produtos químicos perigosos contra as Forças de Segurança e Defesa da Ucrânia, em violação da Convenção para a proibição de Armas Químicas.
Apesar da reação condenatória da comunidade internacional, a Federação Russa continua a violar de forma flagrante o direito internacional. Neste contexto, a intenção da parte russa de ser eleita para o Conselho Executivo da Organização para a Proibição de Armas Químicas para o período 2025-2027 é particularmente cínica.
A Federação Russa, que utiliza sistematicamente armas químicas no território de Estados soberanos, não tem qualquer direito moral a ser membro dos órgãos diretivos de organizações internacionais relevantes e a influenciar o seu trabalho imparcial e objetivo.
A Ucrânia reitera a sua posição firme de que a utilização de armas químicas por alguém, em qualquer lugar e em quaisquer circunstâncias, constitui uma violação grosseira do direito internacional e que os Estados responsáveis por tais acções devem ser responsabilizados.