Comentário do Ministério dos Negócios Estrangeiros: A única ameaça à segurança nuclear na Europa é a agressão russa contra o nosso país
29 agosto 2024 20:22

Esta semana, a Rússia, que viola sistematicamente o direito internacional humanitário e a segurança nuclear, recorreu a mais uma manipulação numa tentativa de se apresentar como "vítima" e acusar a Ucrânia de alegadas provocações contra a segurança nuclear.

O cinismo das acusações da Rússia está no facto que nesta semana a Rússia ter cometido mais um crime de guerra: realizou ataques maciços às infraestruturas críticas da Ucrânia e como resultado pessoas civis foram mortas e feridas, bem como o sistema energético do nosso país ficou danificado.

Os ataques russos às instalações de produção de eletricidade provocaram a desconexão da rede da primeira, terceira e quarta unidades da central nuclear de Rivne. A capacidade da central nuclear do Sul da Ucrânia foi forçada a ser reduzida para 1800 MW e, mais tarde, devido às flutuações causadas pelo ataque russo, a sua terceira unidade de energia foi desligada da rede.

Os ataques desta semana ao sector energético da Ucrânia são apenas os últimos exemplos de uma longa lista de crimes russos.

Recordamos que foram as tropas russas que tomaram a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior central nuclear da Europa. Em 4 de março de 2022, os ocupantes russos bombardearam-na com tanques, destruindo o edifício de ensino e treino e provocando um incêndio no território da central.

Em setembro do mesmo ano, o Diretor Geral da AIEA, Rafael Grossi, viu com os seus próprios olhos os restos de um míssil na cidade satélite, Enerhodar, que tinha vindo dos territórios ocupados pela Rússia.

As fotografias e os vídeos que confirmam a presença do exército russo de ocupação no território da central nuclear de Zaporizhzhia, bem como a instalação de armas e equipamento militar nas salas de máquinas da central nuclear de Zaporizhzhia, apenas confirmam o facto de a Rússia não considerar necessário cumprir não só as normas e os costumes de guerra, mas também as regras mais importantes para garantir a segurança das instalações nucleares. 

A missão da AIEA, que se encontra na central nuclear de Zaporizhzhia desde 2 de setembro de 2022 a pedido da Ucrânia, registou repetidamente a presença de equipamento militar e munições russas diretamente no território da central. Os peritos da AIEA viram com os seus próprios olhos as munições russas, que representam uma ameaça direta para a segurança nuclear.

No decurso da guerra provocada pela Rússia, é a Rússia que está a violar de forma flagrante os sete pilares da segurança nuclear da AIEA, bem como os cinco princípios de segurança da central nuclear de Zaporizhzhia, que são aplicáveis a qualquer outra central.

A única ameaça à segurança nuclear na Europa é a agressão da Rússia contra o nosso país. 

Nestas circunstâncias, o Estado agressor intensificou a sua campanha de desinformação para desviar a atenção das suas ações criminosas na central nuclear de Zaporizhzhia.

Atualmente, a AIEA refuta de novo as falsificações russas sobre o alegado desenvolvimento pela Ucrânia de uma suposta "bomba suja" e outras insinuações da propaganda russa. 

Para evitar riscos e ameaças à segurança nuclear, é necessário implementar o primeiro ponto da Fórmula da Paz, que foi apoiada por cem Estados e organizações internacionais durante a primeira Cimeira da Paz, e devolver o controlo sob central nuclear de Zaporizhzhia ao seu legítimo proprietário, a Ucrânia, tal como previsto em numerosas resoluções da AIEA.

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