Refutamos oficialmente as insinuações de fontes não identificadas na publicação BILD sobre os alegados planos da Ucrânia para desenvolver armas de destruição maciça.
A Ucrânia tem sido e continua a ser uma parte empenhada no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), ao qual aderiu em 1994, tendo renunciado à terceira maior capacidade nuclear militar do mundo.
A Ucrânia, que deu o maior contributo da história para a paz internacional, a segurança e a não proliferação nuclear, está agora a enfrentar a chantagem nuclear do estado terrorista russo. Moscovo não só recorre a uma retórica irresponsável e perigosa sobre as armas de destruição maciça, como também representa uma ameaça inaceitável para as instalações nucleares na Ucrânia, continuando a ocupação ilegal da central nuclear de Zaporizhzhia e considerando a possibilidade de atacar elementos do sistema de energia nuclear da Ucrânia. Apelamos à comunidade internacional para que aumente a pressão sobre Moscovo a fim de impedir a execução dos seus planos agressivos.
É de recordar que a Rússia, que está envolvida em chantagem nuclear, é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, embora ilegalmente. Trata-se de um país que se comprometeu a respeitar a soberania e a integridade territorial da Ucrânia e a não utilizar ou ameaçar utilizar armas de destruição maciça contra a Ucrânia.
A Ucrânia está convencida de que o TNP continua a ser a pedra angular da arquitetura de segurança internacional global. Apesar da atual agressão russa, a Ucrânia continua a cumprir as disposições do TNP e a ser um participante responsável no regime internacional de não proliferação nuclear.
Ao contrário da Rússia, a Ucrânia cumpre as suas obrigações e conta com outros actores internacionais responsáveis para as cumprir. Apelamos à união de esforços da comunidade internacional para implementar a Fórmula da Paz, em especial o seu primeiro ponto - "Segurança Radiológica e Nuclear".