Em Kyiv, estamos desiludidos com a declaração do Primeiro-Ministro da Eslováquia, Robert Fico, sobre os guerreiros ucranianos, que contradiz o nível de confiança e cooperação existente entre a Ucrânia e a Eslováquia.
Atualmente, os guerreiros ucranianos estão a defender as suas famílias, casas e o país, bem como toda a Europa e o mundo livre dos invasores russos, marcados pelas letras latinas "Z" — um símbolo da estética fascista da Rússia contemporânea. Para os ucranianos, resistir à agressão russa é a continuação da nossa luta histórica contra os regimes totalitários do século passado.
No século XX, o povo ucraniano sofreu a perda de milhões de vidas na luta contra o nazismo. Milhões de ucranianos participaram nos movimentos de resistência e forças regulares ao lado da coligação antinazi e deram uma contribuição significativa para a vitória sobre o nazismo e os seus aliados, como a Alemanha de Hitler.
A história do Holocausto no nosso território também é trágica, com os nazis a cometerem atrocidades horríveis contra as comunidades judaicas da Ucrânia, resultando na morte de cerca de um milhão e meio de judeus ucranianos. Mais de 2.600 ucranianos foram reconhecidos como Justos entre as Nações por salvarem judeus durante o Holocausto.
Contamos com a união de esforços da Eslováquia e de todos os nossos parceiros europeus para combater o novo mal russo, que trouxe à terra ucraniana atrocidades nunca vistas desde a Segunda Guerra Mundial.
Mantemos o compromisso com um diálogo construtivo que corresponda às relações tradicionalmente calorosas e de boa vizinhança entre os povos eslovaco e ucraniano.