No dia 26 de novembro, a Vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Marianna Betsa, participou no 10.º Fórum Global da Aliança das Civilizações da ONU em Portugal. Esta iniciativa multilateral, que ao longo de duas décadas promove o diálogo intercultural e inter-religioso, é fundamental para a cooperação global.
Durante o seu discurso, Marianna Betsa destacou as consequências devastadoras da agressão russa contra a Ucrânia e sublinhou a necessidade de uma resposta firme da comunidade internacional às ações da Rússia para escalar a guerra, incluindo o envolvimento de militares da Coreia do Norte e o uso de novos mísseis balísticos. Apelou ao apoio da comunidade internacional à Fórmula da Paz e ao Plano da Vitória da Ucrânia.
A Vice-Ministra também enfatizou a destruição de mais de 630 estruturas religiosas na Ucrânia pelo agressor, bem como a perseguição de sacerdotes e líderes religiosos pelos ocupantes russos. Estes factos evidenciam a escala dos crimes de guerra russos e a repressão sistemática dos direitos e liberdades humanas nos territórios temporariamente ocupados.
“Estes atos de violência e a destruição da identidade ucraniana pela Rússia são contrários aos valores de paz, diálogo e respeito mútuo que a Aliança defende há 20 anos”, destacou Marianna Betsa.
A Vice-Ministra mencionou ainda o papel das instituições religiosas russas no incentivo à agressão contra a Ucrânia: “A Federação Russa transformou a religião numa arma, utilizando a Igreja Ortodoxa Russa como instrumento de guerra e cúmplice da sua agressão. Tais ações não só comprometem os fundamentos morais da religião e mancham a autoridade das instituições espirituais em todo o mundo, mas também violam as normas internacionais sobre liberdade religiosa”, acrescentou.
Marianna Betsa reafirmou que a Ucrânia permanece firme no seu compromisso com os valores universais e continuará a lutar pela sua liberdade.
O evento contou com a participação de mais de dois mil delegados, incluindo representantes dos Estados-membros do Grupo de Amigos da Aliança das Civilizações (160 países, incluindo a Ucrânia), líderes religiosos, chefes de organizações internacionais, representantes do setor privado, da sociedade civil e do meio académico.