A pedido da Ucrânia, o Conselho de Segurança da ONU analisou a utilização pela Rússia de um míssil balístico de alcance intermédio e o envolvimento de tropas da RPDC na guerra
28 novembro 2024 11:11

Em 27 de novembro, numa reunião de emergência convocada a pedido da Ucrânia, o Conselho de Segurança das Nações Unidas analisou a utilização pela Rússia de um míssil balístico de alcance intermédio para bombardear Dnipro em 21 de novembro, bem como as ameaças à segurança colocadas pelo envolvimento de tropas da RPDC para ajudar a Rússia na sua agressão contra a Ucrânia.


O debate demonstrou a posição de princípio da grande maioria dos membros do Conselho de Segurança, que qualificaram essas ações como novos elementos da expansão da guerra por parte da Rússia.


É de salientar que o Subsecretário-Geral da ONU, Miroslav Jenča, que atuou como briefer na reunião, solidarizou-se com estas avaliações, afirmando que “a utilização de mísseis balísticos e ameaças associadas é uma escalada muito perigosa”.


Participantes da reunião prestaram muita atenção aos recentes ataques maciços da Rússia, em particular contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia.


Vários países condenaram as ameaças irresponsáveis da Rússia com armas nucleares, especialmente no contexto da recente aprovação pelo ditador russo de uma doutrina nuclear atualizada.


Os Estados parceiros da Ucrânia condenaram veementemente o envolvimento de tropas da RPDC nas operações de combate contra a Ucrânia, ao lado da Federação Russa, como uma “internacionalização” do conflito, que constitui uma ameaça para a paz e a segurança regionais e internacionais.


Como esperado, os sinais do representante do regime de Putin estavam em desacordo com a atitude responsável da maioria dos participantes na reunião. A Rússia confirmou mais uma vez que utiliza a sua presença no Conselho de Segurança exclusivamente para espalhar falsificações, contra-acusações e ameaças, não só contra a Ucrânia, mas também contra outros Estados-membros da ONU.


A este respeito, o Representante Permanente da Ucrânia junto da ONU, Sergiy Kyslytsya, apelou a enfrentar a intimidação e a chantagem nuclear da Federação Russa, porque a fraqueza e o desejo de apaziguar o agressor provocam Putin a elevar o nível de tensão. Salientou que a resposta às ameaças da Rússia e à expansão da guerra deveria consistir em sanções mais duras, bem como em aumento da ajuda militar à Ucrânia.


A Ucrânia afirmou também claramente na reunião que as tentativas de apresentar os ataques a alvos militares como um “passo para a escalada” indicam um mal conhecimento da natureza da guerra ou uma tentativa de alinhar com o agressor. Além disso, estas tentativas contradizem a letra e o espírito do artigo 51.º da Carta das Nações Unidas, que regula o direito inalienável do nosso Estado à autodefesa. Esta postura foi apoiada pelos aliados da Ucrânia – membros do Conselho de Segurança da ONU.


A Ucrânia continuará a utilizar os instrumentos da ONU, em particular o Conselho de Segurança, como parte dos esforços para alcançar a paz abrangente, justa e sustentável baseada nos princípios da Carta da ONU, tal como previsto na Fórmula da Paz e na resolução ES- 6/11 de 23 de fevereiro de 2023.

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