Na segunda-feira, 6 de maio, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou do Terceiro Fórum Internacional das Indústrias de Defesa em Kyiv, organizado pelo Ministério da Defesa, pela Presidencia da República e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia.
O fórum foi aberto pelo Presidente Volodymyr Zelenskyi, que destacou que, desde o início da guerra em grande escala, o potencial da indústria de defesa ucraniana aumentou dezenas de vezes, e que mais de 40% das armas utilizadas na linha de frente são produzidas na Ucrânia ou em cooperação com o país.
O Chefe de Estado estabeleceu a meta de que pelo menos 50% das armas usadas no front até o final do ano sejam de fabricação ucraniana.
O evento contou ainda com a presença do Presidente da Verkhovna Rada, Ruslan Stefanchuk, do Ministro da Defesa, Denys Shmyhal, de ministros do gabinete dos ministros, além de representantes de empresas ucranianas e estrangeiras do setor de defesa.
Em seu discurso, o dirigente do Ministerio dos Negócios Estrangeiros Sybiha destacou os avanços da indústria de defesa ucraniana e enfatizou a necessidade crítica de o país tornar-se mais autossuficiente em armamentos, segurança e infraestrutura militar futura.
“Não devemos depender de nossos parceiros no fornecimento de tipos críticos de armamento. Isso significa ampliar e acelerar nossa própria produção, inclusive o desenvolvimento de um sistema nacional de defesa aérea capaz de interceptar mísseis balísticos. Também implica expandir o programa de produção de mísseis balísticos e outros elementos essenciais que fortalecem nossa resiliência”, — afirmou o ministro.
O chanceler sublinhou que o apoio ao complexo militar-industrial nacional é uma prioridade absoluta da diplomacia ucraniana, estruturada em três eixos principais:
Atração de investimentos: Sybiha apelou aos parceiros internacionais para investirem na indústria de defesa ucraniana.
Promoção de exportações: Apoio à iniciativa presidencial “Armas”, voltada à exportação de produtos excedentes da indústria de defesa nacional, na qual o Ministério dos Negócios Estrangeiros desempenhará papel central na interlocução com potenciais parceiros.
“Os países que mantêm posição passiva quanto ao apoio à Ucrânia, ou que prestam apoio velado ou aberto à agressão russa, evidentemente não terão qualquer possibilidade de cooperação relevante com a Ucrânia ou com as empresas ucranianas”, — destacou Sybiha.
Efeito multiplicador: O ministro ressaltou que a produção de armamentos na Ucrânia gera empregos, favorecendo o retorno de cidadãos ao país, e demonstra o sucesso da indústria de defesa como argumento a favor da integração acelerada da Ucrânia na União Europeia.
“Nossos fabricantes e a singularidade da produção ucraniana são também instrumentos geopolíticos. O setor de defesa deve integrar todas as nossas estratégias de política externa e ser considerado nos processos de integração no espaço transatlântico, em alianças e coalizões”, — acrescentou o chefe do MNE.
Andrii Sybiha enfatizou ainda que a integração da Ucrânia no sistema europeu de defesa aérea é uma necessidade evidente e deve tornar-se uma realidade de segurança concreta.
“A Ucrânia já é hoje uma contribuidora para a segurança da comunidade euro-atlântica e está se tornando um hub global da indústria de defesa. Após a guerra, essa tendência apenas se fortalecerá”, — concluiu o ministro.