Andrii Sybiha na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU: A melhor forma de evitar uma guerra mais ampla na Europa é reforçar o apoio à Ucrânia
22 setembro 2025 19:47

Na segunda-feira, 22 de setembro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou numa reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, convocada devido à violação do espaço aéreo da Estónia por caças russos.

Durante a sua intervenção, Andrii Sybiha sublinhou que a Rússia, que ocupa um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU, está a destruir a paz e a segurança internacionais que deveria defender.

«Quem será o próximo? Que outra reunião de emergência teremos de convocar nas próximas semanas? Qual será o próximo país a enfrentar provocações russas?», questionou o ministro.

Andrii Sybiha destacou que a Rússia está a escalar deliberadamente a situação para obrigar todos a jogar segundo as suas regras — a lei da selva, onde impera o direito da força.

«O nosso objetivo é o oposto: temos de obrigar a Rússia a jogar segundo as nossas regras. Temos regras aceites por todos. Chamam-se a Carta das Nações Unidas», afirmou o ministro.

O chefe da diplomacia ucraniana chamou a atenção do Conselho de Segurança para o facto de que, há apenas 10 dias, já se tinha realizado uma reunião sobre a invasão de duas dezenas de drones russos na Polónia. Sublinhou que todos estes incidentes não são acidentais, mas sim ações deliberadas da Rússia.

«A Europa não está em guerra com a Rússia, mas a Rússia está em guerra com a Europa. E a única forma de proteger a paz é responder com força e unidade. A melhor maneira de evitar uma guerra mais ampla na Europa é reforçar o apoio à Ucrânia», frisou o ministro, sublinhando que a Rússia constitui uma ameaça existencial para a Europa.

O ministro acrescentou que a Ucrânia é o único país no mundo que enfrenta regularmente ataques aéreos maciços da Rússia, envolvendo mais de meio milhar de drones e mísseis. Destacou que o país está pronto para partilhar a sua experiência e unir esforços com os aliados.

«A Ucrânia aprendeu muitas lições amargas no passado. As provocações russas na Polónia e na Estónia fazem lembrar o início da agressão russa contra a Ucrânia: ataques híbridos e escalada, soldados sem insígnias, violações da fronteira estatal e outros passos. Vemos este padrão repetir-se, embora sob outras formas. A única forma eficaz de contrariar esta escalada é responder com força e unidade», sublinhou Andrii Sybiha.

O chefe da diplomacia ucraniana salientou que as ações políticas devem ser acompanhadas por medidas práticas e firmes, uma vez que reações fracas ou tardias apenas encorajam uma agressão maior.

O ministro apelou à criação de um sistema integrado europeu de defesa antiaérea, em conjunto com a Ucrânia, que combine informação de inteligência, alerta precoce e interceção de alvos. Garantiu que existem capacidades, experiência e alianças para o concretizar.

«Uma resposta forte significa que a ameaça não deve ser acompanhada — nem durante doze minutos, nem durante um minuto — mas sim neutralizada. Confirmamos a nossa prontidão para integrar os sistemas de defesa aérea. Este é o nosso céu europeu, sobre a Ucrânia e sobre outros países europeus. Este é o nosso espaço comum de segurança. E temos de criar um escudo aéreo conjunto para proteger todos nós», declarou Andrii Sybiha.

Além disso, o ministro sublinhou a necessidade de reforçar a pressão sancionatória sobre a Rússia e de aumentar a capacidade de defesa da Ucrânia.

Por fim, Andrii Sybiha expressou a solidariedade da Ucrânia com o governo e o povo da Estónia e manifestou a disponibilidade de Kyiv para contribuir para a segurança europeia comum.

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