Andrii Sybiha no Conselho da UE dos Negócios Estrangeiros: Os ultimatos húngaros e eslovacos devem ser dirigidos apenas ao Kremlin
23 fevereiro 2026 13:50

Nem o Governo da Hungria nem o Governo da República Eslovaca condenaram o ataque da Rússia, em 27 de janeiro, contra infraestruturas petrolíferas. Em vez disso, estes países recorrem à chantagem e a ultimatos, ameaçando bloquear o vigésimo pacote de sanções e um empréstimo europeu, bem como interromper o fornecimento de eletricidade, gás e combustível à Ucrânia. Estes dois países não podem manter toda a União Europeia como refém, e os ultimatos húngaros e eslovacos devem ser dirigidos apenas ao Kremlin.

A declaração foi feita a 23 de fevereiro pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, durante a sua participação online na reunião do Conselho dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.

O ministro recordou que os problemas no trânsito de petróleo através do oleoduto “Druzhba” resultaram do ataque russo de 27 de janeiro, sublinhando as suas graves consequências não apenas para o trânsito de energia, mas para toda a região.

«As ações de Budapeste e Bratislava apenas favorecem o agressor russo. Apelamos aos governos da Hungria e da República Eslovaca para que adotem uma postura construtiva e responsável. A continuação e o reforço da pressão sobre Moscovo são de importância crucial», afirmou.

Às vésperas do quarto aniversário da invasão em grande escala da Rússia contra a Ucrânia, o chefe da diplomacia ucraniana destacou que Putin calculou completamente mal relativamente à Ucrânia. Segundo afirmou, a Rússia tentou intimidar e dividir a Europa, mas deparou-se com uma unidade sem precedentes e com uma nova força europeia que se está a rearmar e a expandir.

«Durante estes quatro anos, a Ucrânia manteve a sua defesa - protegendo a liberdade, a justiça e os valores europeus. A Rússia continuará a ser uma ameaça existencial para a Europa. Esta guerra não é travada apenas contra a Ucrânia. Tal como o regime de Putin procura destruir a soberania ucraniana, procura destruir a Europa - os seus valores fundamentais e o direito internacional. Putin quer uma nova Ialta, um novo Munique e novas esferas de influência. Todos o sabem. Todos vemos o que está em jogo», sublinhou.

Andrii Sybiha informou os seus homólogos europeus sobre a situação no campo de batalha, os esforços de paz e as necessidades urgentes da Ucrânia. O diplomata afirmou que o objetivo da Ucrânia é travar completamente qualquer avanço russo no terreno.

«As afirmações de Putin de que as forças russas avançam inexoravelmente e que mais cedo ou mais tarde alcançarão os seus objetivos não passam de propaganda. Graças às ações assimétricas das nossas forças, é o exército russo que caminha para o esgotamento estratégico. Devemos transformar a guerra de desgaste conduzida por Putin no desgaste do seu regime e da sua economia militar», declarou.

O ministro reafirmou a disponibilidade da Ucrânia para avançar rapidamente rumo à paz e defendeu uma maior participação europeia no processo de paz, sublinhando a liderança dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, observou que a Rússia continua a demonstrar falta de vontade para pôr termo à guerra e dar passos reais e sérios rumo à paz.

O chefe da diplomacia ucraniana apelou à UE para impor uma proibição total de entrada aos participantes na agressão russa e aos seus familiares, manifestando a disponibilidade da Ucrânia para partilhar dados relevantes com os Estados-Membros.

«Quanto mais rápida e abrangente for a nossa ação, mais difícil será para a Rússia adaptar-se. Cada euro e cada dólar investido na indústria de defesa da Ucrânia é um investimento na vossa segurança, na segurança europeia. Devemos igualmente continuar a pressão sancionatória: o vigésimo pacote, a proibição de serviços marítimos e o reforço da pressão sobre a frota sombra, bem como sobre as suas empresas e pessoal», afirmou.

O ministro apelou ainda para que 2026 se torne o ano da implementação bem-sucedida do programa SAFE para financiar iniciativas conjuntas de defesa entre a Ucrânia e a UE, bem como para a continuação das contribuições para a iniciativa da NATO PURL, através da qual a Ucrânia recebe armamento norte-americano de importância crítica.

Andrii Sybiha destacou que a Ucrânia está pronta para cumprir todos os requisitos para a adesão plena à UE, a fim de que a presidência lituana se torne histórica para o alargamento da União.

«Na Ucrânia, acreditamos que a nossa adesão, bem como a da Moldávia e dos países dos Balcãs Ocidentais, corresponde aos interesses estratégicos da UE e constitui hoje uma necessidade geopolítica, de segurança e económica. Há quatro anos, a Ucrânia e a Europa enfrentaram um ponto de não retorno. Hoje, essa escolha determina o nosso futuro comum», enfatizou.

O ministro expressou profunda gratidão aos aliados europeus pelo apoio energético durante um inverno difícil para os ucranianos.

«Neste inverno, a Rússia tentou congelar e quebrar a Ucrânia. Mas o Kremlin perdeu essa batalha. A Ucrânia resistiu - sobretudo graças a vós, ao apoio estatal e voluntário. Agradecemos os 145 milhões de euros de assistência humanitária de emergência e o fornecimento de quase mil geradores de todos os tipos», concluiu.

Outdated Browser
Для комфортної роботи в Мережі потрібен сучасний браузер. Тут можна знайти останні версії.
Outdated Browser
Цей сайт призначений для комп'ютерів, але
ви можете вільно користуватися ним.
67.15%
людей використовує
цей браузер
Google Chrome
Доступно для
  • Windows
  • Mac OS
  • Linux
9.6%
людей використовує
цей браузер
Mozilla Firefox
Доступно для
  • Windows
  • Mac OS
  • Linux
4.5%
людей використовує
цей браузер
Microsoft Edge
Доступно для
  • Windows
  • Mac OS
3.15%
людей використовує
цей браузер
Доступно для
  • Windows
  • Mac OS
  • Linux