Andrii Sybiha apelou, na reunião do G7 e da Ucrânia em Munique, ao reforço do apoio energético e da defesa aérea da Ucrânia
14 fevereiro 2026 15:07

No sábado, 14 de fevereiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou na reunião ministerial do Grupo dos Sete (G7) e da Ucrânia, realizada à margem da 62ª Conferência de Segurança de Munique.

O chefe da diplomacia ucraniana informou os parceiros sobre o agravamento do terror russo contra infraestruturas civis críticas da Ucrânia, num contexto de fortes vagas de frio. Segundo o ministro, milhões de pessoas permanecem sem eletricidade, aquecimento e água devido aos ataques inimigos.

«Se compararmos dois gráficos - os ataques russos contra o setor energético e os indicadores de temperatura - verificamos que estão claramente sincronizados. A descida das temperaturas é acompanhada por um aumento dos ataques. Trata-se de uma estratégia deliberada da Rússia», sublinhou.

O ministro declarou que cada ataque russo mina a diplomacia e os esforços de paz. Segundo afirmou, Putin tenta, sem sucesso, quebrar o espírito do povo ucraniano através destes ataques, uma vez que a Federação Russa não alcança os seus objetivos no campo de batalha.

«Com uma defesa aérea suficiente, a necessidade de apoio energético seria menor. Saudamos as recentes contribuições dos aliados no âmbito do programa PURL, que cobre 90% das necessidades da Ucrânia em mísseis de defesa aérea. É crucial manter este financiamento. Este ano, necessitamos de cerca de 15 mil milhões de dólares», afirmou.

Andrii Sybiha apelou aos aliados para intensificarem a pressão sobre o agressor, nomeadamente através da imposição de uma proibição total de entrada na Europa, nos Estados Unidos, no Canadá, no Japão e noutros países aos participantes na agressão russa contra a Ucrânia - militares, veteranos e membros das suas famílias.

O ministro sublinhou que todo o cidadão russo que assina um contrato para participar na guerra deve compreender que está igualmente a assinar uma proibição de entrada nesses Estados.

O chefe da diplomacia ucraniana expressou especial agradecimento aos Estados Unidos e, em particular, ao Secretário de Estado Marco Rubio, pela participação ativa nos esforços de paz. Andrii Sybiha salientou que apenas o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem a capacidade de pôr termo a esta guerra e enfatizou a importância de reforçar a pressão sobre Moscovo.

«Trata-se de intensificar a pressão sancionatória, neutralizar estrategicamente o inimigo no campo de batalha e recorrer a ações assimétricas, maximizando o desgaste financeiro e militar da Rússia», declarou.

O ministro recordou igualmente que, em abril deste ano, se assinalam os quarenta anos da catástrofe de Chernobyl, sublinhando que Chernobyl é um lembrete do custo das mentiras de Moscovo - um custo medido em vidas humanas.

«Infelizmente, as ameaças russas à segurança nuclear continuam. Há exatamente um ano, um drone russo danificou o Novo Confinamento Seguro em Chernobyl. Não foi um acidente, mas uma ameaça direta à segurança», afirmou.

Andrii Sybiha alertou ainda para os riscos diretos à segurança nuclear decorrentes dos ataques russos ao sistema energético ucraniano. Segundo explicou, os danos na rede elétrica provocam paragens nas centrais nucleares e situações de emergência.

«Os ataques russos constituem uma ameaça nuclear para toda a Europa. É por isso que cada míssil e cada sistema de defesa aérea fornecidos à Ucrânia hoje representam um contributo para a segurança de toda a Europa», sublinhou.

O diplomata ucraniano classificou ainda a ocupação da Central Nuclear de Zaporizhzhia como um grave risco para a segurança nuclear, considerando ilegais e perigosas as tentativas da Rússia de ligar a central à sua própria rede energética.

Andrii Sybiha manifestou profunda gratidão aos aliados da Ucrânia pelo apoio abrangente, incluindo a assistência no setor energético durante o inverno, e agradeceu igualmente à presidência francesa do G7.

Foto: Ministério dos Negócios Estrangeiros de França

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