Na segunda-feira, 13 de julho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou da reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.
Durante o encontro, Andrii Sybiha informou os ministros europeus sobre os recentes ataques bárbaros da Rússia com mísseis balísticos contra cidades pacíficas ucranianas e ressaltou a necessidade urgente de desenvolver, sob liderança da Ucrânia, capacidades europeias próprias de defesa antimísseis.
Segundo o ministro, essa questão é essencial não apenas para pôr fim à guerra atual, mas também para impedir futuras agressões contra a Europa.
"Não se trata apenas de ajudar a Ucrânia. Trata-se da própria segurança e da capacidade de dissuasão da Europa. A Rússia precisa perder sua vantagem balística. A batalha pelo controle do céu será decisiva para o rumo desta guerra."
O chefe do MNE conclamou os parceiros europeus a participarem ativamente da Coalizão Antibalística, liderada pela Ucrânia.
O ministro também apresentou aos Estados-membros da União Europeia uma atualização sobre a situação no campo de batalha, os avanços dos esforços diplomáticos em busca da paz, o papel da Europa nesse processo e os progressos alcançados pela indústria de defesa ucraniana.
Andrii Sybiha dedicou atenção especial à preparação do 21.º pacote de sanções da União Europeia, às novas sanções no campo cibernético e a outras medidas restritivas contra o Estado agressor. Segundo ele, o fortalecimento da pressão econômica continua sendo indispensável para obrigar Moscou a aceitar uma paz justa.
O ministro também saudou a decisão do Conselho da UE de prorrogar as sanções setoriais por 12 meses, em vez de seis, destacando que: "Essa decisão torna o regime de sanções mais sólido e previsível." O ministro acrescentou:
"Esperamos que a mesma abordagem seja aplicada em breve também às sanções individuais. Somos gratos à União Europeia por ter intensificado continuamente a pressão sancionatória ao longo dos últimos oito meses."
O ministro defendeu ainda a adoção de novas medidas restritivas, incluindo sanções contra a Rosatom e a Roscosmos, o endurecimento das restrições aos principais setores da economia russa, a exclusão do Gazprombank do sistema SWIFT e a proibição da circulação de embarcações envolvidas no transporte de gás natural liquefeito (GNL) russo. O chefe do MNE também pediu que a União Europeia e seus Estados-membros mantenham uma posição firme e unificada contra qualquer tentativa de reduzir o isolamento internacional da Rússia nas organizações esportivas.
"A Rússia não encerrou sua agressão. A Rússia não retirou suas tropas da Ucrânia. A Rússia não voltou a respeitar o direito internacional. Então, por que seu isolamento deveria ser reduzido? O esporte internacional não pode se tornar uma plataforma para restaurar a legitimidade da Rússia."
Andrii Sybiha agradeceu à Presidência cipriota do Conselho da União Europeia pelo apoio abrangente à Ucrânia e pela histórica abertura do primeiro cluster das negociações de adesão do país à União Europeia. Segundo o ministro, essa decisão demonstrou a capacidade do bloco de agir com rapidez e determinação. Ele também agradeceu pelo apoio europeu, que tem contribuído para fortalecer a capacidade de defesa e a resiliência da Ucrânia.
Por fim, Andrii Sybiha destacou:
"Agradeço à Presidência irlandesa do Conselho da UE por manter o apoio à Ucrânia entre suas prioridades. A esperada abertura do sexto cluster representa um início forte desta nova etapa. Contamos com a abertura, o mais rapidamente possível, dos demais clusters de negociação."