Andrii Sybiha pediu pressão sobre a Rússia e fortalecimento da Ucrânia na reunião de ministros do G7
24 agosto 2025 16:54

No domingo, 24 de agosto, Dia da Independência da Ucrânia, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou numa reunião online de ministros dos negócios estrangeiros dos países do G7, onde expressou gratidão aos parceiros pelo apoio e felicitações por ocasião do feriado nacional. 

“O vosso apoio nos ajudou a manter a nossa independência. Portanto, este dia também é uma celebração e um reconhecimento do seu papel. Por isso, a Ucrânia tem um forte sentimento de que não estamos sozinhos”, observou o ministro.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros valorizou à presidência canadense do G7 e salientou que, neste mesmo dia, o Primeiro-Ministro do Canadá, Mark Carney, está pessoalmente em Kyiv, onde mantém conversações com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e participa nas celebrações. Esta é uma prova da cooperação ativa entre a Ucrânia e os seus aliados a todos os níveis.

No seu discurso, Andrii Sybiha elogiou os esforços dos Estados Unidos da América, liderados pelo Presidente Donald Trump, a fim de terminar à guerra e restabelecer a paz. O ministro reiterou a posição do Presidente Volodymyr Zelensky de que a Ucrânia está empenhada em trabalhar em conjunto com todos os aliados para pôr fim à guerra o mais rápido possível.

"A realização de novas reuniões entre os líderes da Ucrânia, dos EUA e da Rússia, em formatos bilateral e trilateral, pode abrir um caminho para a paz. E, claro, uma diplomacia eficaz exige fim de homicídios. Estamos prontos. A bola está no campo da Rússia. Infelizmente, até agora, a Rússia só tem respondido aos esforços pacíficos com novos ataques brutais", sublinhou.

O chefe do serviço diplomático ucraniano sublinhou a importância crucial de pressionar Moscovo e de reforçar a Ucrânia para aproximar a paz.

"É extremamente importante aumentar a pressão, especialmente se a Rússia continuar a imitar a diplomacia e a evitar reuniões de líderes. Temos de forçar o Kremlin a tomar medidas reais e sérias para alcançar a paz, e estou confiante de que juntos temos a influência necessária para o fazer", afirmou o ministro.

Andrii Sybiha saudou a unidade da posição transatlântica sobre a questão das garantias de segurança para a Ucrânia. O Ministro salientou que essas garantias devem ser juridicamente vinculativas e garantir uma resposta rápida e realista a qualquer nova agressão por parte da Rússia. Neste contexto, o Ministro reiterou que a Ucrânia necessita de garantias de segurança equivalentes às do artigo 5.º do Tratado de Washington. Sublinhou que essa arquitetura de garantias de segurança deveria incluir uma presença militar no território da Ucrânia sob a liderança dos aliados europeus e o apoio dos Estados Unidos da América.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros também negou a hipótese de que a Rússia está alegadamente a ganhar a guerra: "Se olharmos para os números, a Rússia não está a ganhar na Ucrânia. Nos últimos 1000 dias, capturou apenas 1 % do território do nosso país, e perdeu centenas de milhares de pessoas no processo. Em agosto de 2022, a Rússia controlava 21% do território da Ucrânia e agora, em agosto de 2025, controla cerca de 19%".

O ministro recordou que o objetivo final da Rússia vai muito além da Ucrânia e que o Kremlin representa uma ameaça para a ordem de segurança mundial. Segundo ele, o exército ucraniano é atualmente a única força da comunidade transatlântica que sabe como travar eficazmente a agressão russa. Por conseguinte, o reforço do exército ucraniano é do interesse comum dos parceiros em matéria de segurança.

"Moscovo lidera o eixo totalitário junto com a Coreia do Norte e o Irão. A segurança transatlântica e a segurança do Indo-Pacífico estão diretamente ligadas. Temos de provar a nossa força à Rússia hoje, para a dissuadir amanhã. O nosso objetivo é alcançar a paridade entre a Ucrânia e a Rússia em termos de munições e outras capacidades militares. Estamos também a tentar ganhar vantagem na utilização de drones", sublinhou o diplomata ucraniano.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros salientou a importância da estabilidade financeira e citou as necessidades específicas da Ucrânia. Sublinhou que os números podem parecer impressionantes, mas o custo do sucesso da Rússia será muito mais elevado. Estas contribuições serão mais eficazes se forem oportunas.

O chefe do serviço diplomático da Ucrânia enfatizou que a preparação do 19º pacote de sanções da UE é importante, bem como salientou a importância de reduzir ainda mais o preço máximo do petróleo russo. O ministro acrescentou que a Ucrânia está a fazer o seu "trabalho de casa" em matéria de sanções e salientou a necessidade de manter a pressão transatlântica e o papel crucial dos Estados Unidos neste processo.

Os Aliados, nos seus discursos, felicitaram o povo ucraniano pelo Dia da Independência, asseguraram o seu apoio inabalável à Ucrânia e salientaram a importância de restabelecer a paz e de dar à Ucrânia fortes garantias de segurança.

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