Na segunda-feira, 16 de fevereiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, recebeu em Kyiv o Secretário-Geral do Conselho da Europa, Alain Berset.
Andrii Sybiha informou Alain Berset sobre a situação no campo de batalha e no setor energético na sequência dos ataques bárbaros da Rússia, bem como sobre os esforços de paz e a pressão exercida sobre o agressor. O ministro expressou particular gratidão ao Conselho da Europa pela solidariedade e pelo apoio desde os primeiros dias da invasão em grande escala.
O chefe da diplomacia ucraniana manteve negociações detalhadas com o Secretário-Geral sobre as principais áreas de cooperação, nomeadamente a responsabilização da Rússia, as atividades de projeto do Conselho da Europa e o reforço da resiliência institucional da Ucrânia.
«O Conselho da Europa foi a primeira organização internacional a suspender a adesão da Rússia. Foi uma decisão firme. Num momento decisivo da história, escolheram não o silêncio da neutralidade, mas os princípios. Ficaram do lado da justiça, do direito e da dignidade humana», sublinhou Andrii Sybiha.
O ministro assinalou que a liderança pessoal de Alain Berset se tornou um fator importante de unidade europeia na defesa do direito internacional, dos direitos humanos e dos valores democráticos.
As partes dedicaram especial atenção à questão da responsabilização pelos crimes russos. A Ucrânia valoriza o papel central do Conselho da Europa neste domínio, incluindo a criação de um Tribunal Especial, de uma Comissão Internacional de Compensação e do Registo de Danos.
Andrii Sybiha destacou que o ano passado foi decisivo na criação da infraestrutura de responsabilização, devendo o ano em curso tornar-se o ano da sua implementação prática.
«Um elemento determinante de uma paz justa é a responsabilização pelo crime de agressão, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e crime de genocídio, bem como a compensação pelos danos causados», enfatizou o chefe da diplomacia ucraniana.
O ministro agradeceu ainda o apoio prestado no âmbito do Plano de Ação do Conselho da Europa para a Ucrânia. Segundo afirmou, esta cooperação constitui um motor de reformas, apoio de longo prazo e resiliência.
«Estamos empenhados em aprofundar as relações entre a Ucrânia e o Conselho da Europa. Continuaremos a expandir a cooperação prática em prol da segurança, estabilidade e de um futuro europeu democrático», concluiu o ministro.