Na sexta-feira, 13 de setembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, recebeu em Kyiv o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Lituânia, Gabrielius Landsbergis.
O chefe da diplomacia ucraniana expressou profunda gratidão à Lituânia pela prontidão em destinar 1/4 do 1% do PIB nacional exclusivamente para as necessidades de defesa e segurança da Ucrânia, conforme estipulado no acordo de segurança bilateral.
"É importante que este valor esteja incluído no orçamento da Lituânia para 2025 e nos anos seguintes. Agradecemos à Lituânia pelo apoio financeiro e humanitário, pela ajuda na reconstrução e no fortalecimento da segurança energética", destacou o ministro.
Segundo o ministro, o foco do mundo livre deve ser a defesa da Ucrânia e dos ucranianos, e não a proteção do agressor russo contra a força e a capacidade de longo alcance da Ucrânia.
A Ucrânia continua a trabalhar com os parceiros para melhorar a capacidade de longo alcance, fortalecer um escudo aéreo fiável, incluindo decisões sobre o abate de mísseis e drones russos no céu da Ucrânia, e a remoção de restrições ao uso de armamento", disse o ministro.
Andrii Sybiha apelou mais uma vez aos aliados para que invistam na produção de armas ucranianas para os guerreiros ucranianos e informou que a Ucrânia e a Lituânia já estão a trabalhar em conjunto para a compra, pela Lituânia, de armas ucranianas para as Forças de Defesa da Ucrânia.
O ministro sublinhou que a guerra total da Rússia contra a Ucrânia deve resultar na total isolação da Rússia a nível mundial.
"A pressão das sanções sobre a Rússia e os seus estados-satélite deve ser intensificada. Precisamos de mais progressos na utilização dos ativos russos congelados para apoiar a Ucrânia. O agressor deve pagar. Isso é justo", disse o ministro.
Durante as negociações, os ministros dos Negócios Estrangeiros discutiram separadamente a adesão da Ucrânia à UE e à NATO. Andrii Sybiha observou que a Lituânia apoia totalmente a Ucrânia no caminho para a adesão à UE e à NATO, partilhando a sua própria experiência.
"Contamos com o apoio contínuo da Lituânia, especialmente na consolidação da posição dos aliados. Precisamos de passos históricos no caminho para a NATO. A Ucrânia já é de facto uma parte integrante da arquitetura de segurança euro-atlântica. É hora de consagrar esta realidade legalmente", afirmou o ministro.
O chefe da diplomacia ucraniana também destacou que todos os esforços da Ucrânia estão direcionados para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura.
"É nesse sentido que estamos a trabalhar em conjunto com a Lituânia e outros países, com base na Fórmula da Paz do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Incentivamos os países da Ásia, África e América Latina a participarem na implementação da Fórmula da Paz – no interesse de todos aqueles que vivem e querem viver em paz, com confiança no futuro", concluiu o ministro.