Na terça-feira, 27 de fevereiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, participou do Segmento de Alto Nível da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU e dirigiu-se aos presentes com uma mensagem em vídeo.
O chefe da diplomacia lembrou aos altos funcionários dos países membros da ONU que desde o início da ocupação temporária da Crimeia, os ocupantes russos têm perseguido, oprimido e violado gravemente os direitos dos ucranianos e dos tártaros da Crimeia, e que a invasão em larga escala em 24 de fevereiro de 2022 foi apenas o ponto culminante de uma agressão russa de uma década contra a Ucrânia.
Kuleba também observou que todos os que resistem à ocupação russa continuam a ser alvos do poder de ocupação russo, como indicado por uma recente decisão da Corte Internacional de Justiça da ONU.
Dmytro Kuleba destacou que o controlo russo sobre a Crimeia representa uma ameaça para toda a região do Mar Negro e mais uma vez chamou a atenção para as graves violações dos direitos humanos em todos os territórios ucranianos temporariamente ocupados, incluindo a República Autónoma da Crimeia e a cidade de Sevastopol.
"O sequestro de crianças é um dos crimes mais hediondos da Federação Russa durante a agressão contra a Ucrânia. Todos os criminosos envolvidos nesta política genocida devem ser responsabilizadoas", enfatizou o diplomata ucraniano.
O Ministro confirmou a vontade da Ucrânia de estabelecer um Tribunal Especial sobre o crime de agressão contra a Ucrânia e um mecanismo internacional de compensação para as vítimas da agressão russa.
"Insto-vos a unirem-se a nós para responsabilizar a Rússia pelos seus crimes contra a Ucrânia e o povo ucraniano", sublinhou Dmytro Kuleba.
O Ministro também apelou ao apoio internacional consolidado à Fórmula de Paz do Presidente Zelenskyy, que continua a ser "o único plano realista para alcançar uma paz abrangente, justa e sustentável na Ucrânia", bem como ao apoio à futura Cimeira Mundial da Paz.
"Apelamos aos Estados-membros das Nações Unidas para se juntarem aos esforços internacionais para a implementação dos princípios da Fórmula de Paz e para a criação de um mundo onde o uso da força seja impensável e os direitos humanos e a dignidade humana sejam de primordial importância", destacou Dmytro Kuleba.