Na quarta-feira, 26 de junho, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, dirigiu-se aos participantes da Conferência Anual de Revisão de Segurança da OSCE, um evento fundamental na dimensão político-securitária das atividades da OSCE.
O ministro informou sobre os resultados da primeira Cimeira da Paz na Suíça, que reuniu 100 países e organizações internacionais de todos os continentes em torno do objetivo de alcançar uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, como uma condição prévia para restaurar a plena força da Carta das Nações Unidas.
O chefe do MNE expressou sua gratidão ao Presidente em exercício da OSCE, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Assuntos Europeus e Comércio da República de Malta, Ian Borg, pela participação na cimeira e apelou à OSCE para um envolvimento mais ativo na implementação da Fórmula da Paz.
"A Fórmula da Paz é atualmente o único caminho realista para acabar com a maior guerra na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ela é totalmente baseada nas normas, princípios e valores consagrados na Carta das Nações Unidas e no Ato Final de Helsínquia. A fórmula é, por sua natureza, não discriminatória em relação a qualquer país. Ela é baseada no respeito. E é por isso que tantos países concordam com ela", disse Dmytro Kuleba.
O ministro também apelou aos estados participantes para encontrarem uma forma de se livrarem do "jugo russo" na OSCE, que mina os fundamentos da organização.
"A presença da Rússia na OSCE é um absurdo. Este país literalmente destruiu toda a ordem de segurança do pós-guerra na Europa e a OSCE como um fórum de diálogo. Os representantes russos ainda estão aqui e riem-se na nossa cara. Entre as razões para esse comportamento estão a arrogância imperial, o desprezo por todas as regras e o sentimento de impunidade. Como lidar com um país assim? Ele deve ser isolado. Caso contrário, continuará a bloquear e a dificultar todos os processos e iniciativas significativos", enfatizou o ministro.
Dmytro Kuleba apelou a acabar com o sentimento de impunidade da Rússia, assegurando a responsabilização pelos crimes de guerra russos. Ele sublinhou que a resolução da crise russa garantirá um futuro pacífico e seguro para toda a Europa.