Em 6 de março, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia voltou a convocar o encarregado de negócios interino da Embaixada da Hungria na Ucrânia para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias e os fundamentos jurídicos da detenção de funcionários do banco estatal Oschadbank.
Os funcionários realizavam um trajeto em dois veículos blindados de transporte de valores entre a Áustria e a Ucrânia, transportando dinheiro e objetos de valor no âmbito de operações regulares entre bancos estatais.
Ao diplomata húngaro foi enfatizado que o lado ucraniano considera tais ações ilegais, exige acesso consular imediato aos cidadãos ucranianos detidos ilegalmente, sua libertação sem demora, bem como a devolução dos bens estatais.
A tomada de reféns e o roubo de bens não ficarão sem resposta. A Ucrânia reserva-se o direito de adotar medidas de reação, incluindo a iniciativa de sanções e outras medidas restritivas contra os responsáveis pelo sequestro de seus cidadãos, bem como a utilização dos mecanismos necessários do direito internacional.
Reiteramos que as tentativas da Hungria de envolver nosso Estado em sua campanha eleitoral e em sua política interna são inadmissíveis. A Ucrânia busca desenvolver relações de boa vizinhança e parceria com todos os países vizinhos da União Europeia e da OTAN, e espera que a Hungria retorne a um caminho construtivo de cooperação.