Declaração conjunta da Ucrânia, da União Europeia, bem como da Albânia, Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Canadá, Croácia, Chipre, Chéquia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia e Reino Unido.
Foi apresentada no evento conjunto na Sede das Nações Unidas, em 23 de setembro de 2025, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, e pela Alta Representante/Vice-Presidente da UE, Kaja Kallas.
Mantemos a nossa unidade enquanto a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia continua a infligir sofrimento às pessoas e a desestabilizar a paz internacional. Esta invasão ilegal, não provocada e injustificada, em grande escala, que já dura há quatro anos, constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas.
A comunidade internacional deve permanecer unida na resposta a estas graves violações do direito internacional e no apoio à liberdade, soberania e integridade territorial da Ucrânia, dentro das suas fronteiras internacionalmente reconhecidas.
Estamos unidos na nossa solidariedade e apelamos em conjunto à Federação Russa para que ponha fim às mortes e inicie negociações substantivas com a Ucrânia.
Reiteramos que ataques deliberados contra civis ou infraestruturas civis, bem como a imposição de danos desproporcionais à população civil, constituem crimes de guerra. A Rússia deve pôr termo, de imediato, aos ataques indiscriminados com mísseis e drones contra cidades e comunidades ucranianas. Sublinhamos mais uma vez a necessidade de assegurar a responsabilização pelos crimes mais graves, em conformidade com o direito internacional.
Nos últimos meses, a Rússia optou pela escalada: ao apresentar exigências maximalistas, intensificou os ataques contra civis inocentes e violou de forma sem precedentes e deliberada o espaço aéreo dos Estados-Membros da UE com drones e aeronaves. A Rússia mina a paz e a segurança europeias e globais.
Estas ações demonstram claramente que é a Rússia que bloqueia a paz. Ninguém deseja a paz mais do que o povo ucraniano. Juntos, apelamos a todos os parceiros internacionais para que utilizem a sua influência e reforcem ao máximo a pressão sobre a Rússia, a fim de que esta ponha fim de imediato à sua agressão ilegal e empreenda esforços no sentido de alcançar uma paz justa e duradoura.
Mantemo-nos firmes no apoio à Ucrânia — nos planos militar, económico, político e diplomático. Apoiamo-nos numa paz justa e duradoura, baseada no direito internacional e na Carta das Nações Unidas. O nosso apoio à Ucrânia visa transformar a paz em realidade.