Serhiy Kyslytsia: A comunidade internacional tem todos os meios de influência necessários para responder ao agressor numa linguagem que ele compreenda
10 julho 2024 15:21

Em 9 de julho, realizou-se em Nova Iorque uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, convocada a pedido da Ucrânia pelos membros do Conselho de Segurança – França e Equador, em ligação com o ataque de mísseis russos às infra-estruturas civis da Ucrânia, incluindo o Hospital Nacional Especializado para Crianças «Okhmatdyt».

Embora tenha iniciado a reunião e solicitado formalmente autorização para participar, a Ucrânia recusou-se, por princípio, a dirigir-se à Federação Russa na qualidade de Presidência do Conselho de Segurança. A Rússia tentou impedir a participação da Ucrânia na reunião. No entanto, os esforços dos diplomatas ucranianos e a vontade da maioria dos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas de apoiar o convite da Ucrânia forçaram a Rússia a abandonar a sua tentativa de pressionar a Ucrânia a reconhecer o papel da Rússia como Presidência.

Um elemento importante da reunião foi a participação de Volodymyr Zhovnir, Diretor do Hospital Pediátrico de Okhmatdyt, como relator, por iniciativa da Ucrânia. Informou os participantes sobre o papel único da instituição no sistema médico da Ucrânia e sobre os danos causados pela destruição dos seus edifícios em resultado do bombardeamento russo, bem como sobre as consequências do ataque russo para a vida e a saúde das crianças doentes no futuro.

Os participantes na reunião demonstraram o seu apoio consolidado à Ucrânia e condenaram os ataques terroristas da Rússia contra a Ucrânia. Os parceiros enviaram sinais claros de apoio contínuo à integridade territorial e à soberania da Ucrânia, bem como da necessidade de fornecer capacidades adicionais para combater a agressão russa.

Por sua vez, a Secretária-Geral Adjunta para os Assuntos Humanitários, Joyce Msuya, condenou os ataques com mísseis contra a Ucrânia em 8 de julho, que causaram danos significativos nas infra-estruturas civis. Ela apelou aos participantes para que acelerassem o processo de concessão de apoio financeiro à Ucrânia.

As tentativas do Representante Permanente da Rússia para justificar mais uma vez os crimes do seu estado, culpando as Forças de Defesa da Ucrânia, não foram tidas em conta nem mesmo pelos países que a Rússia considera seus parceiros fiáveis. 

Em vez disso, a delegação ucraniana mostrou aos participantes da reunião provas audiovisuais do Serviço de Segurança da Ucrânia, que provam claramente que o ataque a Okhmatdyt foi efectuadopor um míssil russo X-101.  

"O ataque ao hospital pediátrico demonstra a falta de vontade da Rússia em participar no processo de paz", afirmou Sergiy Kyslytsya, Representante Permanente da Ucrânia na ONU. 

Sergiy Kystsya, Representante Permanente da Ucrânia na ONU, acrescentou: "A Rússia é pior do que um cancro. Só deixará de matar e de espalhar a violência quando for incapaz de o fazer. A comunidade internacional tem todos os meios de influência necessários para responder ao agressor numa linguagem que ele compreenda - com acções fortes, conjuntas e decisivas destinadas a levar a Rússia a responder perante a justiça por todos os seus crimes".


Foto: UN Photo

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