Todos os anos, no terceiro domingo de maio, homenageamos a memória daqueles que foram eliminados pelo regime totalitário comunista: escritores e camponeses, cientistas e artistas, sacerdotes e operários comuns. Milhões de pessoas que se tornaram vítimas das repressões políticas soviéticas.
As repressões eram uma ferramenta sistemática do poder soviético: deportações, exílios, prisões, execuções, confiscação de bens e da dignidade. A floresta de Bykivnia, Demianiv Laz, Sutchá Balka, Piatykhatky, o campo de Rutchenkove — a geografia destes crimes cobre toda a Ucrânia. Existem centenas de lugares como estes.
Hoje, quando a Rússia — herdeira do regime totalitário soviético — volta a cometer crimes em massa nos territórios ocupados da Ucrânia, devemos lembrar-nos: os métodos de Estaline não desapareceram. Campos de filtração, torturas, deportações, perseguições políticas tornaram-se a nova realidade no século XXI. Os ucranianos lutam não apenas por território, mas pelo direito de viver sem totalitarismo.
Os crimes soviéticos devem ser condenados ao mesmo nível que o nazismo. O mundo deve chamar as coisas pelos seus nomes. Sem isso, não haverá verdadeira segurança nem justiça.