Declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia sobre a operação repressiva dos ocupantes russos contra mulheres tártaras da Crimeia no território temporariamente ocupado da Crimeia
15 outubro 2025 22:33

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia condena veementemente mais uma onda de repressão por parte das estruturas de ocupação russas contra o povo tártaro da Crimeia.

Na manhã de 15 de outubro, representantes das forças repressivas de ocupação russa realizaram buscas em massa nas casas de tártaros da Crimeia em várias regiões do território ocupado. Entre as detidas estão:

  • Esma Nimetulaieva, esposa do prisioneiro político Remzi Nimetulaiev e mãe de cinco filhos,
  • Nasiba Saidova, estudante de um colégio pedagógico e educadora de jardim de infância,
  • Elvira Alieva,
  • Elyanora Osmanova,
  • Fevziie Osmanova.

A mídia propagandística russa está disseminando falsas acusações sobre uma suposta “célula feminina que promovia ideias de um califado mundial”, numa tentativa de justificar a repressão e retratar mulheres pacíficas — mães, educadoras e estudantes — como “terroristas”.

Essas ações fazem parte de uma ofensiva sistemática de Moscou contra o povo tártaro da Crimeia, com o objetivo de destruir sua identidade nacional, espiritualidade e direito à sua própria terra.

Essas perseguições violam gravemente as normas do direito humanitário internacional, em especial a Quarta Convenção de Genebra, bem como os direitos humanos fundamentais. São mais uma demonstração da natureza criminosa do regime de ocupação russo, que recorre à tortura, acusações fabricadas e terror contra civis.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia conclama a comunidade internacional, as organizações de direitos humanos e a mídia a prestarem especial atenção a esses acontecimentos, exigindo a libertação imediata de Esma Nimetulaieva, Nasiba Saidova, Elvira Alieva, Elyanora Osmanova e Fevziie Osmanova, assim como de todos os cidadãos ucranianos detidos ilegalmente.

Nenhum crime dos ocupantes ficará impune. A Crimeia foi e continua sendo parte da Ucrânia — e aqueles que hoje perseguem os tártaros da Crimeia inevitavelmente responderão conforme o direito internacional.


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