O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, agradeceu aos colegas dos Estados-membros da União Europeia pelo apoio que permitiu superar um difícil inverno de guerra.
“A guerra russa continua. O terror russo continua. Só nesta manhã, destroços de um drone russo caíram diretamente na Praça da Independência, no centro de Kiev”, afirmou.
No contexto de uma situação geopolítica global turbulenta, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia destacou três pontos-chave em seu discurso.
Primeiro, instou os colegas europeus a não perderem o foco no apoio à Ucrânia, pois uma paz justa e duradoura na Europa continua sendo uma prioridade comum.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informou sobre a situação no campo de batalha. Em particular, em fevereiro deste ano, as Forças Armadas da Ucrânia libertaram mais territórios do que as forças de ocupação russas conseguiram capturar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, também enfatizou o compromisso da Ucrânia com o processo de paz e a sua disposição para a próxima rodada de negociações trilaterais. Ao mesmo tempo, destacou que o progresso real exige uma reunião em nível de líderes.
Em segundo lugar, a guerra no Oriente Médio evidenciou o papel da Ucrânia como provedora de segurança.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia informou que a Ucrânia recebeu solicitações de um total de onze países para fornecer apoio de segurança em resposta às ações agressivas do regime iraniano.
“Durante anos, o Irã forneceu armas ao agressor russo. Hoje, o regime iraniano representa uma ameaça terrorista e nuclear. A Ucrânia decidiu contribuir de forma prática — assim como anteriormente no âmbito da iniciativa ‘Grãos da Ucrânia’”, destacou.
Em terceiro lugar, a pressão sobre o agressor deve continuar, enquanto o apoio à Ucrânia deve aumentar.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia delineou as principais prioridades da Ucrânia nas áreas de segurança e energia. Destacou, em particular, a necessidade de aprovação rápida do vigésimo pacote de sanções da UE, a fim de impedir que a Rússia se beneficie dos acontecimentos no Oriente Médio.
Também enfatizou a necessidade de desbloquear o crédito acordado de 90 bilhões de euros e a inadmissibilidade de vincular esses recursos ao funcionamento do oleoduto “Druzhba”.
“Neste contexto, qualquer chantagem contra a Ucrânia por meio da captura de nossos cidadãos e de recursos estatais é absolutamente inaceitável. Apelamos à Hungria para que assegure a devolução dos recursos estatais à Ucrânia”, afirmou.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, também abordou a questão da futura adesão da Ucrânia à União Europeia, instando os colegas a vê-la não apenas como um processo de alargamento, mas como um elemento essencial para a segurança e estabilidade de longo prazo na Europa. O mesmo se aplica a outros candidatos — os países dos Balcãs Ocidentais e a Moldávia.
Por fim, apelou a uma mobilização ainda maior de esforços por parte dos parceiros.
“A resposta ao regime agressivo do Irã deve ocorrer juntamente com o aumento da pressão sobre o regime agressivo da Rússia”, enfatizou.