O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, iniciou a sua participação em Nova Iorque, integrando a delegação do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, no Segmento de Alto Nível da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. A delegação ucraniana centrará os seus esforços na promoção da agenda da Ucrânia nas plataformas internacionais, no reforço do apoio internacional à Ucrânia e no aumento da pressão sobre a Rússia.
O programa inclui a intervenção do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Ucrânia, a Sexta Cimeira da Plataforma da Crimeia, bem como reuniões e debates sobre questões energéticas na véspera do inverno, a situação no Mar Negro e as exportações de cereais.
A Primeira-Dama da Ucrânia, Olena Zelenska, terá um programa próprio, incluindo iniciativas destinadas a promover importantes projetos humanitários.
Andrii Sybiha dedicará especial atenção aos crimes cometidos pela Rússia nos territórios temporariamente ocupados da Ucrânia, nomeadamente à situação humanitária catastrófica na comunidade de Oleshky, na região de Kherson, temporariamente ocupada.
«Falaremos sobre Oleshky aqui, ao mais alto nível, e exerceremos pressão para que o mundo ouça o que está a acontecer e obrigue a Rússia a permitir o acesso humanitário», afirmou o chefe da diplomacia ucraniana.
Outra vertente específica do trabalho será dedicada à deportação e militarização de crianças ucranianas, ao seu regresso à Ucrânia e à responsabilização dos autores destes crimes.
No âmbito do programa, estão previstas dezenas de reuniões com parceiros internacionais, bem como a assinatura de vários documentos bilaterais.
O Ministro sublinhou igualmente a necessidade de impedir que o mundo se habitue à agressão russa e às suas consequências.
«Não podemos permitir que o mundo se habitue a esta guerra. Os crimes russos não podem ficar impunes. A pressão sobre a Rússia deve aumentar e o apoio às nossas Forças de Defesa deve tornar-se ainda mais forte, para aproximarmos a paz», declarou Andrii Sybiha.