Na terça-feira, 24 de setembro, em Nova Iorque, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou na reunião ministerial dos países membros do Grupo de Investigação Conjunta sobre a queda do voo MH17, juntamente com colegas da Austrália, Bélgica, Países Baixos e Malásia.
"É crucial restaurar a justiça e responsabilizar todos os culpados, incluindo aqueles que deram as ordens, garantindo que crimes como este nunca mais se repitam", sublinhou o ministro.
O chefe da diplomacia ucraniana destacou que o crime da Rússia ao derrubar o avião da Malaysia Airlines MH17, matando 298 pessoas de diferentes países a bordo, incluindo 80 crianças, demonstrou à comunidade internacional que as violações da Rússia ao direito internacional e as suas ameaças à segurança internacional vão muito além da Ucrânia.
"Continuo a ver na minha memória o mar de flores e brinquedos que as pessoas solidárias deixaram em frente à embaixada dos Países Baixos na Ucrânia, nos primeiros dias após este crime russo", recordou o ministro.
Andrii Sybiha observou que, 10 anos depois, a Rússia ainda não reconheceu a sua culpa nem pagou compensações às famílias das vítimas. Em vez disso, as famílias nunca ouviram da Rússia palavras verdadeiras sobre a trágica morte dos seus entes queridos. Esta é a natureza desumana dos russos com a qual a Ucrânia tem lidado há muito tempo.
"Saudamos o compromisso conjunto de lutar pela verdade, justiça e responsabilização pelo derrube do MH17. Temos plena confiança na independência, transparência e imparcialidade dos processos contra a Rússia em várias instituições judiciais internacionais. Aguardamos a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos e acompanhamos os esforços dos Países Baixos e da Austrália para responsabilizar a Rússia na Organização Internacional de Aviação Civil. As engrenagens da justiça podem girar lentamente, mas giram", destacou Andrii Sybiha.