Na quarta-feira, 24 de setembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, participou na Reunião Ministerial dos países-membros do Grupo Conjunto de Investigação sobre a queda do voo MH17.
Andrii Sybiha salientou que a Rússia continua a agravar a situação e a cometer crimes de guerra. No dia da abertura da Assembleia Geral, a Federação Russa matou 25 civis na região de Donetsk e, posteriormente, drones e caças russos violaram o espaço aéreo de Estados-membros da NATO: Polónia e Estónia.
Segundo o ministro, a “doença da impunidade russa” só pode ser curada através da responsabilização pelos seus crimes. “A justiça internacional pode não ser rápida, mas deve ser inevitável”, sublinhou.
O chefe da diplomacia ucraniana destacou que responsabilizar a Federação Russa pela queda do voo MH17 é uma prova para o direito internacional e um dever perante as vítimas da tragédia e os seus familiares.
“Os brinquedos das crianças no local do desastre do MH17 são uma das imagens mais dolorosas do nosso tempo. Mas ainda mais doloroso é quando estas imagens se repetem, quando os brinquedos das crianças voltam a aparecer nos locais de novos atos de terror russo. É um déjà-vu que não deveria existir”, sublinhou Andrii Sybiha.
De acordo com o ministro, no último ano foram adotadas duas decisões internacionais marcantes — pela ICAO e pelo TEDH — que reconhecem a responsabilidade da Federação Russa nesta tragédia. Elas enviam um sinal claro de que nenhum Estado pode violar o direito internacional impunemente. “A verdade não está ‘algures no meio’. A verdade é que a Rússia é um Estado terrorista”, destacou Andrii Sybiha.
O chefe da diplomacia ucraniana apelou aos presentes para que, em conjunto, criem mecanismos que obriguem a Rússia a assumir a responsabilidade pelos crimes cometidos. Sublinhou ainda que o terror russo só pode ser travado com decisões sustentadas pela força.