Naquele dia no ano 1948, a comunidade internacional aprovou a Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio para evitar a repetição das terríveis atrocidades cometidas pelo regime nazi.
Três crimes de genocídio ocorreram em terras ucranianas nos últimos cem anos: o genocídio do Holodomor de 1932-1933, a deportação dos tártaros da Crimeia em 1944 e o Holocausto. Honramos a memória dos milhões de vítimas destas terríveis atrocidades dos regimes totalitários nazi e comunista.
Pela segunda vez em cem anos, o povo ucraniano tornou-se vítima do crime de genocídio. Em anos 1932-1933, as autoridades soviéticas tentaram exterminar os ucranianos durante o Holodomor, e agora o regime do Kremlin tenta fazer o mesmo durante uma guerra genocida de agressão contra a Ucrânia.
A Rússia comete todas as ações estipuladas pela Convenção sobre o Genocídio: desde o incitamento à exterminação de ucranianos como grupo étnico nos meios de comunicação estatais, ao assassinato de ucranianos só porque são ucranianos, ataques a instalações de infraestrutura crítica, o sequestro forçado de crianças ucranianas e a sua assimilação, doutrinação ideológica e transferência para famílias adotivas russas.
A Rússia também se envolve numa distorção cínica do objetivo e propósito da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. Lançou uma invasão em grande escala no dia 24 de fevereiro de 2024, sob o pretexto de alegadamente "proteger a população russófona". A Rússia usou para justificação da invasão em grande escala acusações infundadas e absurdas de que a Ucrânia terá cometido genocídio contra a população russófona da Ucrânia, em particular nas regiões de Donetsk e Luhansk.
A fim de proteger os seus interesses e a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, no segundo dia da invasão em grande escala da Rússia, a Ucrânia apresentou uma reclamação no Tribunal Internacional de Justiça da ONU conforme a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio.
O Tribunal Internacional de Justiça das Nações Unidas emitiu uma ordem que não só refutou as acusações infundadas, como também fez demanda a Rússia a cessar imediatamente as hostilidades que começaram a 24 de fevereiro de 2022. Desde então, a Ucrânia com os seus parceiros, já passou com sucesso a primeira fase de apreciação do caso.
A comunidade internacional adotou a Convenção sobre a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio não para que outros estados pudessem abusar das suas disposições e iniciar guerras sob o pretexto forjado de "prevenir o crime de genocídio".
O nosso dever coletivo e envidar todos os esforços para garantir que todos os responsáveis pelos crimes de genocídio passados e presentes são punidos com justiça.