No dia 23 de setembro, em Nova Iorque, antes do briefing de alto nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Ucrânia, foi proferida uma declaração conjunta da Ucrânia, da União Europeia e dos Estados parceiros, apelando à Rússia para que ponha fim à sua agressão, aceite um cessar-fogo total, imediato e incondicional e participe em negociações substanciais com vista a alcançar uma paz justa e duradoura.
Subscreveram a declaração conjunta a Ucrânia, a União Europeia, Albânia, Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Canadá, Costa Rica, Croácia, Chipre, Chéquia, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Honduras, Hungria, Islândia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Mónaco, Montenegro, Países Baixos, Nova Zelândia, Macedónia do Norte, Noruega, Polónia, Portugal, República da Coreia, República da Moldávia, Roménia, São Marinho, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
Os signatários da declaração reafirmaram o seu compromisso comum com os princípios da Carta das Nações Unidas e a sua solidariedade com a Ucrânia, que continua a resistir à guerra de agressão da Rússia.
«Recordamos que a Carta das Nações Unidas defende a soberania, a independência e a integridade territorial de todos os Estados, bem como o direito inerente à legítima defesa», refere o documento.
Na declaração conjunta, as partes dedicaram especial atenção à intensificação dos ataques russos contra civis e infraestruturas civis na Ucrânia, bem como ao número recorde de vítimas registado pelas Nações Unidas nos últimos meses.
«Estamos profundamente preocupados com a escalada dos ataques da Rússia contra civis e infraestruturas civis em toda a Ucrânia, que tem provocado um número recorde de vítimas nos últimos meses, conforme documentado pelas Nações Unidas. Apelamos ao pleno respeito pelo direito internacional humanitário, à responsabilização e à proteção dos civis», salienta a declaração.
O documento sublinha igualmente as ameaças à segurança alimentar mundial decorrentes dos ataques russos no Mar Negro e das tentativas de impedir as exportações de cereais ucranianos.
«Apoiamos os esforços para alcançar um acordo no Mar Negro que garanta a liberdade de navegação e apelamos à proteção da navegação comercial e das infraestruturas críticas», refere a declaração conjunta.
Os signatários recordaram que a Ucrânia aceitou, já em março de 2025, um cessar-fogo total, imediato e incondicional, e apelaram à Rússia para que faça o mesmo.
«Apelamos à Rússia para que finalmente faça o mesmo, enquanto passo necessário para uma diplomacia e negociações substanciais que conduzam à paz», refere o documento.
Além disso, os signatários apelaram à Rússia para que assegure o regresso imediato, seguro e incondicional à Ucrânia de todos os civis ucranianos arbitrariamente detidos, transferidos à força ou deportados, incluindo crianças, bem como de todos os prisioneiros de guerra e pessoas internadas. O documento sublinha a importância destas medidas para o reforço da confiança.
«A Ucrânia quer a paz. Nós queremos a paz. A Rússia deve pôr fim à sua agressão, aceitar um cessar-fogo e participar de forma substancial nas negociações para alcançar uma paz abrangente, justa e duradoura, em conformidade com o direito internacional», conclui a declaração conjunta.